quarta-feira, 30 de março de 2011

Spring Awakening

Ontem pisei o palco principal do Theatro Circo (TC) . A minha escola levou a cena a peça de Frank Wedekind que dá o título a este texto. Foi giro por muitos e diversos motivos. O ambiente nervoso, histérico e parvo que reinava nos momentos que antecediam o levantar da cortina. Não foi tudo bonito, não foi tudo feio. Foi diferente. Podemos fazer melhor e sei disso. Ouvi alguns elogios, aplausos e coisa e tal. Acho isso normal. Há sempre disso.

Adorei simplesmente o tempo em que, à chuva, eu e os restantes rapazes pegámos numa tampa de caixa de sapatos e tentámos receber uns trocos enquanto fazíamos teatro de rua. Isto antes de nos deixarem entrar no teatro. Isto não se esquece. Foi divertido.

Gostei de me testar nestas coisas mais artísticas e humanísticas, sendo eu, assumidamente, de Ciências. Foi durante tantos meses um bom escape a todo o stress acumulado. Graças ao teatro escolar, fiz uma oficina no TC. Depois destas fiz mais duas, a última das quais com a Ana Bustorff. Visitei o guarda-roupa, diverti-me, conheci os cantos da casa. Isto são coisas que valem muito para mim. Não é só a experiência de ontem que conta. É tudo que levou a que ontem fosse o que fosse. Em breve, como já anunciei, irei ter a oficina de realização. As expectativas estão elevadas.

Supostamente, o projecto terminou. Por quanto tempo é que eu não sei. Estou bastante interessado em levar a peça a outros sítios, escolas principalmente. O IPJ também não seria má ideia. É uma questão de o grupo se unir e lutar por isso. Penso que merecemos isso.

O espírito de grupo é algo que não se troca. No entanto, os nervos são capazes de pôr pessoas a dizerem coisas que não querem dizer. O grupo é grande, mas gostei de fazer parte dele. Não há ninguém mais importande dentro do grupo. Estamos todos no mesmo pé de igualdade. É todos pelo grupo. Falha um, falhamos todos. Amanhã é dia de reunião para a festa.

A peça é gira e recomenda-se. Gostei de a explorar. Eu tinha de facto um papel interessante, admito. Isto é o luzes, câmara, acção mas sem câmara. Só luzes, sons e actores ao vivo. Todo o arranjo de luzes é incrivelmente impressionante. Vocês não imaginam o que é possível fazer...

o teatro permitiu-me conhecer alguém muito importante. muito muito. acho que ela às vezes não sonha o quanto. só isso chegaria para mim. a peça poderia ter sido um fiasco, mas eu já tinha ganho. não pedi para ela aparecer, mas apareceu. eu abri-lhe os braços e ela veio. já passámos por muito para chegar até aqui. e chegámos vivos. é isso. dito e feito. amo-te miúda. não costumo dizer este tipo de coisas que não no equilibrium mas hoje tem de ser. tem de ser mesmo. escrevo estas linhas em minúsculas porque é isto que eu sou. muito pequenino à tua beira. desculpa. Amo-te!


1 comentário:

Maria Filipa disse...

o luis anda apaixonado? :)